sexta-feira, 14 de junho de 2013
Exaltemos as Mulheres como Mulheres.
A opressão histórica que a mulher sofre teve como consequência o justo anseio pela libertação. O problema é que a libertação foi confundida com igualização.
A mulher sujeita e submissa só foi possível devido a uma desigualdade primária e natural, a desigualdade física. Mulheres são fisicamente mais frágeis que os homens, e isso tornou possível a opressão histórica que elas sofreram. Em outras palavras, precisavam da força do homem para viver, mas ao mesmo tempo estavam sujeitas à eles. A utilização da força para dominação da mulher é natural quando olhamos o comportamento animal, assim como o homossexualismo e a pedofilia. Felizmente o bom senso nos mostra que natural não é sinônimo de bom, moral e ético.
Isto posto, gostaria de entender onde a libertação da mulher como individualidade que deve ter sua dignidade preservada se confunde com a igualdade de gêneros? Ter sua dignidade respeitada e seu arbítrio seguramente livre não tem qualquer semelhança com igualdade, exceto no ponto em que deve-se estender à todos.
Conseguido isso, onde tornar os gêneros mais iguais?
Percebo que a igualdade pretendida por aqueles que a advogam no sentido discutido no texto, é antes uma, permita-me a utilização da palavra, "igualização", no sentido de designar a eliminação total das diferenças, do que a igualdade de direito à dignidade.
Vejam as revistas, o ideal de mulher bem sucedida é o ideal de uma mulher-homem. Presidenta de empresas, que não querem ter filhos, fazem sexo com o mesmo desprendimento dos homens, focam na vida profissional e fazem musculação. Esta é a propaganda da mais alta realização que uma mulher pode querer em nossa sociedade. Se quer tanto justiçar a injustiçada fêmea de nossa espécie que deve-se torná-la masculinizada, tal qual seus opressores, para que essa justiça seja completa. Mas não é essa a maior sujeição possível da mulher ao homem?
Não existe nesse discurso o objetivo de libertar a mulher, existe o objetivo de sujeitá-la ainda mais ao homem dizendo que para ser respeitada deve ser tal qual ele, renegando sua natureza feminina, o ideal de realização, é o ideal masculino. Há algo mais machista do que isso?
A exaltação do ideal masculino como realização feminina acarreta obviamente, mas não tão premeditadamente, na desqualificação da mulher como ser feminino. Aparente absurdo permitido pela língua mas, automaticamente rejeitado pela razão, pode tomar forma real, como já tomou e não percebemos. A mulher com características acima do nível físico que a definem como mulher, como instintivamente materna e cuidadora do seu território, modernamente chamado de lar. Corretamente a Dona de casa, como nome que designa seu papel, Dono é o proprietário, é quem manda, é quem tem a maior autoridade. Esse aspecto logicamente é negligenciado, resultando em uma mensagem de sociedade masculina.
Alguém consegue conceber o mundo sem os aspectos femininos de geração da vida, cuidadora da vida, provedora da vida em toda a extensão que isso abrange?
Para valorizar a mulher, basta exaltá-la tal como seus méritos de mulher exigem.
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