quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alegria e Tristeza e o Libanês Louco. Parte 2.

Esse poste é continuação do anterior... e parece que ultimamente ocorreram  coisas que me fizeram entender a parte que ficou matutando em minha cabeça, e que essa mesma parte também me serviu para entender coisas que ocorreram. Segue:

"Na verdade, estais suspensos como os dois pratos da balança entre vossa alegria e vossa tristeza.
Somente quando estais vazios é que vos encontrais em equilíbrio, sem movimento."

Suspensos entre a alegria e a tristeza... sujeitos as mesmas? 
No fim é verdade. Sujeitos a nossa alegria e a nossa  tristeza, pois não mandamos nos nossos sentimentos, como diz uma frase do Einstein  (não sei se escrevi o nome dele certo e to com preguiça de caçar no google):

"Os homens podem escolher o que fazer, mas não conseguem escolher o que querer".

Ou seja, escravos de nossos desejos e sentimentos. Comandados por eles, e não os comandando. Olhando por esse lado, fico com um pouco de cagaço disso... afinal, vejo como não temos controle sobre coisas extremamente íntimas. Mas isso também me faz entender muita coisa... não concordar, mas entender muita coisa. Se eu que sou um desocupado que pára pra pensa sobre isso sofro disso imagina quem nem percebeu do que é escravo? 
Nesse caso certos comportamentos começam a fazer sentido, apesar do pesar que sinto por pessoas que agem de certo modo e nem sabem o por que disso.
E continuam agindo assim... batendo a cabeça, batendo a cabeça, sei lá até quanto... parece que certas experiência que são um pé no saco não servem nem para lhes acrescentar um merda de um lição. Fico mais puto quando vejo que as mais prejudicadas são elas elas mesmas... mas continuam apanhando, sem ver pra onde correr, mesmo quando certas pessoas apontam o caminho. Talvez o orgulho de não seguir o que os outros dizem, uma necessidade mórbida de auto-afirmação, que as fazem sofrer com o consolo de fazerem o querem, pela milésima vez, com a mesma porra de resultado. Mais uma frase do véio cientista:

"Loucura é fazer as coisas do mesmo jeito e esperar resultados diferentes."

É como somar dois mais dois repetidas vezes, nas esperança de que uma hora o resultado seja diferente de quatro.

Estando sujeitos as emoções e sentimentos, mais especificamente, do que trata o texto, sobre alegria e tristeza só somos realmente equilibrados quando a balança está vazia.
Não creio que estamos realmente equilibrados quanto não houver alegria e tristeza na nossa balança... creio que ele tenha a intenção de dizer que estaremos coma nossa balança equilibrada quando aprendermos o real valor da alegria e da tristeza.
Quando vemos que a tristeza, assim como alegria, vem e vai.. não podemos nos apegar as mesmas. Nem achar que elas durarão pra sempre.
Isso não significa desacreditar dos nossos sentimentos, daquilo que nos torna humanos. Significa não superestimar nossos sentimentos, dando a eles o valor que merecem. E eles são preciosíssimos se vistos e usados da maneira certa. Nossos sentimentos vem do nosso coração, e ele sabe sempre o que nos trará a felicidade.
Quando sentimos uma alegria saudável, que não deixa aquela saudade mórbida quando vai embora, estamos usando nosso coração de uma maneira saudável. Quem dera todas as nossas alegrias fossem assim, suficientes para nos tirar da rotina e para nos fazer sentir amor e gratidão pela vida!
E não aquela alegria inebriante, embriagante que nos acometes em certos sentidos. 
Aquela alegria que tira seu rumo não é saudável para seu coração, pois quando ela passar, e uma hora ela irá passar, o vazio será proporcional ao nível de embriagues mental que te acometeu enquanto estavas alegre.
É como a bad da cocaína, ou ressaca, física e moral, do alcool. Quanto mais legal o porre, mais forte a ressaca. Afinal, a natureza tem um equilíbrio, e sempre que ultrapassamos certos limites, ela cobra. 
Inevitável.
 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Alegria e Tristeza e o Libanês Louco.




Existem males que vem para bem.
Mesmo que na hora você não veja, futuramente isso pode ser algo bom.
Na nossa vida acontecem coisas sem sentido algum, coisas e situações que não farão sentido algum se questionarmos. Isso faz parte da vida. A própria é inquestionável. Como questionar algo que teima em surgir em toda a parte, sem pedir permissão nem licença. Como li por ai:
Existe algo tão inevitável quanto a morte. A vida.


Só o tempo dá sentido a algumas coisas. Algumas permanecem sem sentido, mas vemos que algo bom surgiu, ou que nos livramos de algo ruim.
Enfim.

A parte d'O Profeta (do post anterior) que fala de alegria e tristeza vem bem a calhar:

"Vossa alegria é vossa tristeza desmascarada.
E o mesmo poço de onde brota vosso riso, muitas vezes esteve cheio de vossas lágrimas.
E como pode ser de outra forma?
Quanto mais profundas as marcas da tristeza em vosso ser, maior alegria podereis conter.
Quando estiveres alegres, voltai o olhar para dentro de vossos corações, e vereis que exatamente aquilo que vos causou tristeza é o que vos está causando alegria.
Quando estiverdes tristes, voltai o olhar para dentro de vossos corações, e vereis que estais chorando exatamente pelo que vos causou alegria.
(...) eu vos digo, são inseparáveis.
Vem juntas, e enquanto uma se senta à mesa convosco, não vos esqueçais de que a outra jaz no leito adormecida."

Falta um trecho que não consegui assimilar... vou deixar ele matutando na minha cabeça um tempo, se surgir um insight posto, senão será outro tema. 

Sem mais.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O Libanês Louco e o Amor.



No momento lendo dois livros: Os Sertões, de Euclides da Cunha, e O Profeta, de Khalil Gibran.
Venho falar sobre o segundo.
Ele apresenta pequenos sermões sobre temas que fazem parte do nosso dia-a-dia, desde amor e dor até casamento e trabalho, foi escrito em 1923.
Não é um livro de auto-ajuda, ele seria mais uma explanação religiosa / filosófica, com trechos contundente sobre temas que muitas vezes consideramos batidos, apresentando novos pontos de vista. Apresenta quase que uma síntese das três grandes religiões monoteístas (Islamismo, Cristianismo e Judaísmo) com a tradição contemplativa e paradoxal do Oriente, como Hinduísmo e Budismo. A impressão que dá é que ele manjava muito dessas religiões e resolveu escrever aquilo que prestava de cada uma delas nesse em forma de ensinamento do 'Profeta', que não tem nome.
 Hoje vou escrever sobre a primeira coisa que pediram que ele falasse antes de partir da cidade na qual se encontrava: o Amor.

"E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento do norte devasta o jardim.

Pois ainda que o amor vos possa coroar, ele também vos pode crucificar. Ainda que seja para o vosso crescimento, também contribui para podar-vos (...).

Mas se, por receio desejais buscar somente a paz e o gozo do amor,
É melhor cobrirdes a vossa nudez, e abandonardes a eira do amor,
Para que possais entrar no mundo sem estações, onde podereis rir, mas não todo o vosso riso, e chorar, mas não todo o vosso pranto.
O amor dá de si apenas, e nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui nem quer ser possuído;
Pois o amor ao amor se basta."

Ou seja: Enfie as caras. Não fique se podando e tentando controlar seus sentimentos quando sabe que não conseguirá. Não para sempre, e não sem algo para mascarar o que se sente. Vá, de boa fé, sem esperar nada, pois existe a chance de não conseguir nada. Simplesmente faça o que tem vontade, o que aquilo que existe dentro de você mandar.
Ou você pode ficar na sua, sem se entregar. Mas não haverá Amor na sua vida. Não haverá Paixão.
Digo isso não no sentido de relacionamentos homem e mulher apenas, mas em tudo. O amor ás coisas que te deixam maior, que te fazem sentir útil, o amor as coisas que te dão prazer, aquilo que você faz por amor, pura e simplesmente sem esperar nada em troca, pois o ato de se entregar e fazer o que gosta já são suficiente recompensa.
O prazer em se fazer aquilo que se ama, é a própria recompensa.

Entre as passagens citadas, existem algumas linhas que expõem uma finalidade para o amor, e para o sofrimento decorrente do mesmo:

"Qual feixe de milho, acolhe-vos em seu seio.
Ele vos debulha a fim de expor vossa nudez.
Eles vos destitui da palha com seu crivo.
Ele vos tritura até atingirdes a brancura.
Ele vos amassa té que estejais prontos:
E então vos submete ao seu fogo sagrado, para que vos transformeis no puríssimo pão do banquete divino.

Todas essas coisas o amor fará por vós a fim de que vos torneis sabedores dos segredos de vossos corações, e que imbuídos desse saber, vos transformeis num fragmento do coração da vida."

Eis aqui um arquétipo presente em todos os mitos e em todas as sociedade: sofrimento e bem-aventurança.
Quantos heróis da mitologia existem que, antes de terem atingido o máximo de sua capacidade, antes de serem se tornado verdadeiros heróis, antes de serem os ícones de suas sociedade e história não passaram pelos piores sofrimentos?

Hércules teve os trabalhos. Homero, meu deus do céu... só se lascou na até conseguir voltar pra casa. Buda até atingir a iluminação quase morreu de fome tentando meditar com o mínimo de comida possível, Jesus quase arregou no Getstêmani, mas abraçou a cruz de bom grado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo o mito. E mais recentemente, Gandhi, que não precisa de explicações.

Todos esses exemplos mostram pessoas (ou mitos, que de qualquer forma nos vale a lição) que foram "debulhadas, amassadas" até atingirem a plenitude, a recompensa. Pessoas que passaram pela escola da vida sem se ressentir com o mundo, sem frescuras de como o mundo deveria ser, nem esperando um outro mundo que melhoraria suas vidas.
Eles venceram o mundo, como o mundo é. Aqui e agora.
Viveram seu Amor, e suas Paixões no limite de sua capacidade, e isso não é um mar de rosas (a Paixão de Cristo é o episódio mais sangrento do Novo Testamento).

Logo depois tiveram recompensas descritas como maiores do que todas as alegrias mundanas podem trazer. Descobriram o "segredos de vossos corações".

E pra que isso?
Ouso dar minha resposta:
Por que é isto o que que todos procuramos. A auto-realização completa, o auto-conhecimento que leva ao acalmar de nossa ânsia de e nossas necessidades espirituais.
Afinal, como diz Joseph Campbel, em O Poder do Mito:
"Dizem que todos buscamos um sentido para a  vida. Não acho que estejamos realmente buscando isso.
Acho que buscamos a experiência de nos sentirmos vivos de tal forma que nossas experiências tenham ressonâncias internas no mais profundo do nosso ser e da nossa realidade. E assim chegamos a sentir realmente o êxtase de estar vivos.
No fundo a questão é essa".

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Desejo uma Eterna Farra.

Maldita auto sabotagem, no fundo eu sei o que eu quero. O que eu quero mesmo é: Farra. Nada mais, nada menos. Alegria, estar com as pessoas que conheço, companheiro de bebidas, de comidas, de brigas, de roles improvisados, de passeios imprevistos sem hora pra voltar, é isso que eu quero.
Quero isso, todos alegres e felizes, celebrando a vida, e a companhia uns dos outros. Não importa o que usam, não importam o que bebam, não importam o que fazem, não importa do que gostam. Desde que sejam íntegros sem hipocrisia e sem falso moralismo o que importa é que estejam felizes.
Quando eu tiver todos assim, reunidos, sem hora nem dia pra parar com a farra, sem hora para desligar a musica, pra parar de falar de futebol, de musicas, de mulheres, de mulheres, de mulheres, e com mulheres, pra parar de contar velhas histórias, de conversar sobre a vida, de contar piadas, com ou sem graças, de falar coisas sem noção sem se importar com o que possam pensar, sem hora para parar de fazer qualquer coisa que queiramos.
Aí sim estarei feliz. Afinal este é o sentido da vida, ser feliz. Ver quem você gosta feliz, e celebrar a felicidade.
Desejo uma eterna farra para todas as pessoas que deram sequer um role comigo, e que falaram merda, deram risadas, encheram a cara e fizeram a terapia de bar, saindo de lá mais leves e com a força renovada para voltar para a batalha da vida. Especialmente para aqueles constantes, que se afastam por um tempo mas sempre retornam pra farra.
Deus abençoe a todos vocês, Virgem Maria e São Jorge intercedam por todos.
Principalmente agora, que vou tomar uma só, mas falar muita merda num bar por ai.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Brasil. Cure-o curando a si mesmo.


Brasil. Ame-o.
Nações também tem saúde. E como uma pessoa, quando doente, o que mais precisam é do apoio de seus iguais, posto que a nação não é algo diferente dos mesmos.
A distribuição de renda, infraestrutura, igualdade de oportunidades, segurança civil e militar, políticas nacionais, educação e formação moral são alguns dos infinitos quesitos que compões o estado de saúde de uma nação. 

O Brasil tem apenas uma doença grave: a corrupção. Outros diagnósticos dizem que o problema do brasil é a passividade de seu povo, porém refuto essa hipótese pois penso que essa passividade é uma reação histórica ao nosso surgimento, desde o começo com o câncer da corrupção.
Ao povo que tem a corrupção como normal, pois ela vem de cima e é a referência de políticos e responsáveis pelo brasil que eles tem, ela não é uma doença. É apenas uma característica.
A corrupção foi naturalizada em nossa nação. O ditado “se eu estivesse lá faria o mesmo” faz parte dos jargões citados quando o tema é discutido.
Essa naturalização atinge níveis críticos quando atingem os anticorpos de nossa sociedade. As instituições de segurança pública, civis e militares, responsáveis por atacar possíveis infecções internas, quando atingidas pelos vírus da corrupção e oportunismo completam o ciclo de ruína de uma nação.
Os anticorpos, que tinham como função defender a nação dos vírus da corrupção, passividade, abuso de poder, concentração de poder excessiva e privilégios desmedidos atacam agora os dois lados, são armas na mão dos vírus que atacam o país. É uma doença autoimune (não sei se escrevi certo).
Como força desorganizada, perdem muito mais do que metade de sua eficácia, fragmentada como um exército tendo que defender duas frente com metade em cada uma.
Uma vez que as forças de anticorpos saudáveis da nação estejam mais fortes do que os vírus infectantes, teremos o início da lenta recuperação de nossa nação.
Recuperação que permitirá a todos os cidadãos exercerem seus direitos com cumprimento de todos os deveres, tornando nossa nação o que ela nasceu para ser: nossa pátria. Entendam o significado dessa palavra.
Havemos de conhecer nossa história, não decorando todas as datas absurdas e os nomes de todos os felizes e infelizes brasileiros que se aventuraram a administrá-la, mas entendendo o suficiente para nos identificarmos como brasileiros capazes de amar nossa história, seus erros e acertos, suas características nacionais, tendo plena consciência de nosso dever enquanto brasileiros para coma nossa mãe-pátria.
Sabendo que ela jamais irá curar-se se não curarmos a nós mesmos. Nossos vícios morais de fazermos as coisas fora das regras, sem se importar com as consequências disso numa escala maior. Sabendo que como parte do organismo nacional temos dois lados a escolher. O lado da doença, ou o lado da cura. 

"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto" Ruy Barbosa.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Preparando-se para a morte, Bushido, de Daidoji Yuzan, parte 2.

Ah... esses últimos dias tenho me admirado como é impressionante o fato de que uns oitenta por cento dos nossos sofrimentos são causados por nós mesmos... sofremos, sofremos até ficarmos putos e fala: vai se fuder, não to aqui pra isso.
É quase incrível como uma simples mudança de postura retoma sua auto-estima, e te coloca rumo ao seu centro novamente. Isso não significa que eu seja um cara que mande no que eu sinto. Não, mas mando sim no modo como os encaro e no modo como vou reagir enquanto eles estão me atormentado.
Uma dos ensinamentos do Budismo é que sofremos mais por não querermos sofrer, por tentar entender, e por ter aversão ao sofrimento do que pelo próprio sofrimento em si. Em todos os sentidos. Quando paramos de tentar arranjar as razões fora de nós, e de ficar arranjando desculpas e explicações e olhamos pro espelho, nos encaramos como pessoas dignas, cheias de valor, com uma capacidade gigantesca e com possibilidades infinitas, além de sabermos que sempre poderemos recomeçar, tudo muda. Deixamos de ser vítimas da vida.
Toda essa explanação tem muito a ver com a parte do livro que chama: Preparando-se para a morte. Segue:

"Seja de alta ou de baixa posição, todo o guerreiro sente a mesma dor quando sua cabeça é decepada, por isso deve-se considerar cuidadosamente como ele deseja ser lembrado. A meta do guerreiro deve ser a de que, quando chegar a sua hora de morrer, ele enfrente seu fim de forma tão corajosa e heróica que impressione tanto seus amigos como seus inimigos, assim seu senhor e comandante sentirão orgulho de sua morte e seu nome continuará a viver nas lendas e seus feitos se tornarão míticos. (...)
De um modo ou de outro a morte virá. Determine agora como você a irá encarar."

Não há mais nada a dizer né? Só repetir essa ultima frase:
De um modo ou de outro a morte virá. Determine agora como você a irá encarar.

Bushido, de Daidoji Yuzan.


Segue um trecho com comentários sobre o citado livro. Pra quem não sabe, Bushido é código de vida do samurai, todos os princípios que norteiam tudo o que ele faz. Muita coisa é extremamente antiquada, e é um livro que deve ser lido no contexto, maaas…. algumas parte são muito boas. Segue a primeira, do primeiro capítulo que ja é digna de nota, e me fez ficar pensando em algumas coisas. Decidi ler algo “firme” por que ultimamente tava muito mole com tudo na minha vida… excetuando o meu trabalho to um puta bunda-mole em todos os outros sentidos.
“A vida do homem é fugaz como o orvalho noturno ou como a geada matinal e a vida do guerreiro é ainda mais incerta.(…)
Lembre-se sempre: só por que a vida está aqui hoje, não há garantia de que estará amanhã. Receba as ordens de seu senhor ou de seus pais e, embora possa não vê-los novamente, você os servirá com o coração repleto de sinceridade. Dessa forma você nunca falhará em sua lealdade ou em sua piedade filial.”
Mais direto impossível. A vida acaba, o mais surpreendente é que nos surpreendemos com um fato que nos persegue desde que nascemos. Todos sabemos que vamos morrer, e por que ficamos com sem chão quando alguém morre?
No fundo não sabemos. Não no verdadeiro sentido da palavra, não no sentido de ter certeza e acomodar esse conhecimento em nossas cabeças. E em nossos corações. Não convivemos com a morte, então não sabemos da morte verdadeiramente. É algo distante, quase intocável.
Para uma classe que vivia com a constante da morte devido a natureza de sua profissão viver com a ela era quotidiano, e quando não, meditar na mesma era obrigação. E deve-se paralisar de medo e esperá-la chegar? Não, isso é trabalho dos monges, como o mesmo diz mais adiante. O guerreiro deve viver sua vida como se fosse o ultimo minuto, não no sentido de se entregara excessos e fazer o que quiser, mas sim cumprindo seus deveres para com a vida e as pessoas com todo o esmero. Pois amanhã, talvez não haja chance de prestar seus serviços a seu senhor ou servir sua família.
Se não for pra fazer algo com paixão, não faça. A vida é preciosa demais para se fazer algo que nãotenha paixão. Devemos realmente aproveitar cada momento com as pessoas que tem alguma importância na nossa vida, pois uma hora ou você, ou elas irão embora, e ai só vão sobrar as lembranças.
Eu nunca me arrependo das coisas que faço, não por que sou o mais foda, mas por que minha tendência é não fazer, e quando não fazia, sempre me arrependia.
Hoje, sempre faço. Tento, corro, tomo a iniciativa, pois mesmo se der errado eu tentei, e posso botar a minha cabeça no travesseiro sabendo do meu valor, sabendo das minhas intenções sem pensar o que estarão pensando.
Se tentei, é por que valia a pena.
O maior momento de todas as culturas guerreiras (nordicos, espartanos, samurais ect.) é momento da Morte. Enxergá-la como o ponto alto de sua vida, como o acontecimento que selará, e que dará verdadeiro sentido a sua existência na terra muda todo o foco da questão. A morte nesse sentido não é uma tragédia, é um acontecimento grandioso, como um rito de passagem de menino pra homem. Na próxima comentarei o trecho: Preparando-se para morrer.