A série de postagens sobre as manifestações não pretender dar um parecer definitivo sobre o assunto, estamos muito próximos dos acontecimentos e com o tempo ficará cada vez mais claro o que ocorreu realmente. Mas ficam as impressões daqueles que veem a situação no calor do tempo que elas ocorreram.
Um PS nos posts anteriores e nas impressões dos levantes populares do Brasil em pontos:
- A unanimidade da mídia em mostrar o quão pacíficas são as manifestações, e deixar bem claro a palavra minoria quando se trata de destruição de patrimônio alheio.
- A unanimidade da mídia em declarar os movimentos como autônomos e apartidários.
- A manifestações em 27 países de apoio as manifestações no Brasil.
Ora, vindo da grande mídia, e mesmo em outros meios, a unanimidade é sinal de alerta. Não pela surpresa, mas pelo que em cada situação essa unanimidade alega. O que significa essa unanimidade em torno da independência e pacificidade das manifestações? Todos os jornais, televisivos e impressos da grande mídia fazendo a mesma afirmação: independente, apartidário, espontâneo e pacífico. Dá pra acreditar que algum estudante da USP, como os lideres do MPL, engajados politicamente, aja com toda essa espontaneidade e autonomia?
Pode um movimento autônomo, espontâneo e independente ser tão coeso que outros 27 países têm movimentos em apoio por serem solidários à causa? Essa organização é espontânea? 27 paises com mobilizações espontâneas?
Sou eu que sou paranóico, ou meus caros e escassos leitores realmente acreditam nisso?
terça-feira, 25 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Extra! Democracia Vitima de Pedofilia!
Não se iludam os entusiastas com esse oba oba de "êba, somos cidadãos!". Agora a maioria não sabe para onde ir ou qual o próximo passo. Na verdade alguns sabem, porém não existe uma tradição de debates no brasil, o que faz com que os que simpatizantes sejam coadjuvantes enquanto os líderes guiam os movimentos. Se é que esses lideres aparecerão.
A infância democrática brasileira mostra a sua cara. Infância aqui tomada no sentido de algo novo e que precisa amadurecer, e não no sentido de "infantil" pejorativo. Saímos de um período de ditadura ( ditabranda segundo alguns), e ainda não aprendemos a usar essa ferramenta. Prova disso são as manifestações populares sempre usadas por partidos de extrema esquerda e a atual falta de direção ( no sentido de saber a onde ir) de um movimento sem partido (até que se saiba) que teve sucesso perante a população. Nossa fase democrática é mais nova ainda que nosso país, não maturou, não está no "ponto".
Um exemplo é a total impossibilidade das pessoas que se dizem engajadas politicamente, conscientes e não alienadas em que receberem qualquer tipo de critica. No texto anterior ouso penso os limites e problemas das manifestações acontecidas recentemente contra o aumento das passagens, bem como as esperanças e alertas das consequências. Mas os adoradores dos 20 centavos sequer precisam ler o texto para tecer comentários, no alto de seus tronos de sabedoria precisam apenas da frase que forma o título para ter uma opinião definitiva, a verdade em sua mais pura essência sobre o assunto. Outros levam as criticas pontuais para o lado pessoal e não admitem que se questione esse acontecimento, pois quem o faz, segundo sua elevada visão, assiste muito a globo e é a favor da opressão, e pessoas assim são desprezíveis. Clichês nos quais eu acreditava em minha adolescência e um fanatismo fundamentalista autoafirmativo de pseudo-atividade política.
Mais um exemplo da infância democrática do brasil é a total impossibilidade de questionar os Dogmas Estatais, tais como Cotas Raciais e a agenda GLBT. Isso, é claro, é potencializado pela mídia, que põe mais lenha no fogueira com seu típico sensacionalismo. Sensacionalismo ou instrumentos do status quo? No fim tem o mesmo efeito. O ponto é que não temos uma tradição de respeito a opinião alheia, indo na contra mão dos mais básicos preceitos para uma boa comunicação, somado com medidas outorgadas do governo que nada tem de democráticas (redundância necessária) temos como resultado um patrulhamento ideológico que criminaliza o pensamento de certos fenômenos.
A maioria das pessoas, infelizmente não percebem o qual sério é isso. A criminalização do debate é a coisa mais totalitária que existe nos na comunicação pois ataca o cerne da troca de idéias. Censura-se a ideia em sua semente, antes que criem frutos. E os temas são colocados de forma a incriminar quem pensa o contrário do que reza a cartilha da esquerda revanchista. As questões demandam respostas monossilábicas, ou você é a favor, ou você é contra. E ser contra é passível de ser crime. Imparcial a discussão não?
Outro exemplo disso é o espanto das pessoas com a suposta "cura gay aprovadas por Feliciano". É tão bom poder se expressar sem censura que as pessoas o fazem sempre que podem, mesmo diante de seu absoluto desconhecimento sobre o assunto. O que significa dizer que o seguinte pensamento é válido: se não puder falar algo proveitoso, fale qualquer coisa. O importante é falar algo, não importa quanta merda esteja sendo falada. Elas não sabem como anda o processo de aprovação, quem fez, com base no que, porém opinam assim mesmo.
Entender que a democracia é uma criança no Brasil é fácil. Entender que essa estado infantil está sendo violado pelo jogo político esquerdista também. Considerar e combater esse fenômenos são deveres de todos aqueles que se propõe a pensar e a fazer deste, um país melhor.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Quando R$0,20 Fazem o Que 50.000 Mortes Não Fazem.
Tenho minhas resistências. Conheci de perto o funcionamento de um desses movimentos, e com base nessa experiência tenho muita desconfiança do que ocorre na atual situação. A primeira coisa que salta a vista é o fato de que apenas centavos causarem tanto furor. Alguns leitores podem responder prontamente: mas não
são apenas os 20 centavos. O que seria então?
É triste ver que 20 centavos fizeram o que 50 mil mortes anuais não conseguiram. O que a maior carga tributaria do mundo não conseguiu. O que a palhaçada da política não conseguiu. O que a exclusão tecnológica causada pelas altas taxas alfandegarias e pela ostentação dos brasileiros não conseguiu.
A mídia mudou de lado. Primeiro, estava do lado da polícia por causa das depredações. Quando a polícia apertou o cinto, foi pra cima dela. Isto posto vamos para o outro lado a se informar, o dos manifestantes. A versão encontrada é de que apenas uma minoria depredou o patrimônio público. Os mais entusiasmados confiam na versão dos manifestantes. Outros acham que são todos vândalos, a versão não é válida. Eu, em nenhuma.
Mas por que 20 centavos fizeram o que as verdadeira calamidades públicas não fizeram? Ouso esboçar uma resposta.
Essa onda de pessoas, não são em sua maioria proletários, trabalhadores, são estudantes de classe média alta. Por que digo isso? Por que não precisam trabalhar. É simples, a imensa maioria das pessoas ativas profissionalmente não dispõem de tempo para sustentar tal protesto durante tanto tempo. Que fique claro que isso não altera a legitimidade de suas alegações.
Pelo fato de serem estudantes, estão mais atentos as coisas que ocorrem, e são constantemente instruídos conforme a cartilha esquerdista brasileira, que domina nosso ensino de humanas, de baixo até, principalmente, a academia. Isso resulta em jovens com temo livre e com muitas idéias de esquerda na cabeça. E justamente para pessoas com esse engajamento: por que 20 centavos fizeram o que as verdadeiras calamidades públicas não fizeram?
Por que foram manobrados. As lideranças estudantis são todas de esquerda, e apesar de suas rusgas, sobrevivem debaixo de uma mesma bandeira, que permite uma "aliança estratégica" para alcançar determinados fins. Eles viram que a bandeira dos 20 centavos, exorbitada por um discurso de justiça social, violência policial e empresários inescrupulosos de alguma maneira deslocava mais gente do que as verdadeiras calamidades públicas.
Por quê? Ouso outra resposta. 20 centavos doem no bolso, ainda que sejam a maioria de jovens abastados, não estão acostumados a ouvir 'não' e terem qualquer tipo de liberdade podada, logo qualquer aumento é uma ofensa, já 50 mil mortes por ano dói só para os parentes das vítimas. 20 centavos doem no bolso por que se vê e ofende, mas não ofende os tantos meses de trabalho que vão direto para o governo. 20 centavos está mais fresco, a corrupção já faz parte da identidade nacional. E ter um Ipad para ter acesso a todas as oportunidades de conhecimento e cultura que a internet oferece é burguês demais, devemos lutar ara que todos vistam botas e macacões de operários.
É meio decepcionante ver tanta algazarra por 20 centavos, e uns normais gritando para o bando de loucos que formam o brasil que já ultrapassamos 5 vezes o número de mortes que delimitam uma guerra civil. Gritando que quando crianças ficarem doentes, podemos levá-las ao estádio do corinthians quando não forem atendidas no hospital. E a decepção chega a plenitude quando vejo que os interesses dos grupos revolucionários estão a comandar a ato da maioria de leigos apartidários. Esses protestos são de interesses de grupos revolucionários específicos, não do povo. Esses inocentes apartidários leigos são os famosos "idiotas úteis", que com seu pacifismo blindam a minoria radical revolucionária em seus atos terroristas a serviço de um projeto maior que eles, leigos, desconhecem.
Mas será que não pode haver um aumento na consciência das pessoas, enquanto cidadãs, por causa de tais protestos?
Não acho. Enquanto a o população civil, não se organizar enquanto tal, e não sob outras bandeiras com as quais vivem sexo de carnaval.
Não há como ter esperança de uma efetivo aumento do nível de consciência quando 20 centavos causam maior comoção do que 50 mil mortes anuais.
Se algo tem que ser feito, é aproveitar o momento e fazer um balanço de como esses protestos afetaram a sociedade civil e eleger uma agente digna de Brasileiros comprometidos, com base na Liberdade e Democracia verdadeiras, não aquela cubana que vem de brinde no kit do universitário comunista.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Khan Academy. 2.
Continuando com o livro de Salman Khan, "Um mundo, Uma escola" venho abordar os pontos que mais me chamaram a atenção dos assuntos abordados. As implicações sociais do que ele pretende fazer, do que fez, e o que acha do modelo educacional vigente são os pontos mais importantes, e é sobre eles que falarei um pouco.
A importância da educação é um pontos principal. Todo sabem, pelo discurso consuetudinário do mundo ocidental o que se deve fazer da vida: estudar e ter um diploma para assegurar seu futuro. Porém Salman vai mais além, em dois pontos: 1. Dizendo que educação não é simplesmente questão oportunidade chance de arrumar emprego, mas questão de dignidade. 2, A necessidade de se ter uma população educada como pré-requisito para a manutenção do ideal justo e democrático. Não pretendo desenvolver a fundo esses dois pontos, mas se pararmos para pensar 30 segundos veremos o qual profundas são esses pontos de reflexão.
Salman aborda a como conhecimento ocorre no cérebro, mostrando como ele ocorre fisicamente com proteínas e sinapses, e passa para a história do formato de educação como conhecemos hoje. Uma escola, com salas, e professores em cada uma delas com 20-100 alunos para cada professor. Esse modelo teve origem na Prússia e tonha como objetivo preparar uma população com conhecimento mínimo para poder trabalhar, selecionando os melhores par se aprofundarem em conceitos mais avançados. Era uma meritocracia limitada, pois havia a necessidade de um grande número de pessoas não serem concideradas merecedoras de continuarem estudando para se prover mão de obra suficiente para um sociedade que passava pela primeira revolução industrial. Engenheiros e administradores pensando pela massa operários como e o que fazer.
Esse modelo funcionou para o que se queria na época, foi exportado para o mundo todo, a questão é que, esse modelo ultrapassado, com um objetivo datado ainda permanece mesmo com todas as mudanças e desafios que a sociedade de hoje impõe. Essa sociedade na qual as empresas buscam os funcionáiros mais criativos, com maior capacidade de resolver problemas independentemente e com paixão e iniciativa tem um modelo de educação que tem como objetivo a passividade intelectual, o esmagamento da criativdade e a dependeência de ordens para que alguma ação seja tomada. A contradição e o prejuízo que o mundo sofre com essa contradição é indizível.
Os problemas das avaliações, como ferramentas falhas são extensamente abordadas no livro, pois elas pedem um conteúdo específico, e não são capazes de assinalar a criatividade do aluno. Ela mostra se o aluno sabe o que deve saber, e não o quanto ele poderia saber, por qual outro angulo inédito ele vê um problema e como pode-se perder um gênio quando se diz o que ele deve responder, e não como se pode pensar aquele problema.
O livro, é muito, mas muito interessante para repensarmos a educação e a nossa sociedade como um todo, dá um um misto de tristeza e medo do que podemos esperar pro futuro, mas também dá uma esperança de que sempre haverão pessoas fazendo coisas boas e beneficiando as outras, e quantas vidas serão poderão ser refeitas com o desenrolar das idéias apresentadas no livro.
A importância da educação é um pontos principal. Todo sabem, pelo discurso consuetudinário do mundo ocidental o que se deve fazer da vida: estudar e ter um diploma para assegurar seu futuro. Porém Salman vai mais além, em dois pontos: 1. Dizendo que educação não é simplesmente questão oportunidade chance de arrumar emprego, mas questão de dignidade. 2, A necessidade de se ter uma população educada como pré-requisito para a manutenção do ideal justo e democrático. Não pretendo desenvolver a fundo esses dois pontos, mas se pararmos para pensar 30 segundos veremos o qual profundas são esses pontos de reflexão.
Salman aborda a como conhecimento ocorre no cérebro, mostrando como ele ocorre fisicamente com proteínas e sinapses, e passa para a história do formato de educação como conhecemos hoje. Uma escola, com salas, e professores em cada uma delas com 20-100 alunos para cada professor. Esse modelo teve origem na Prússia e tonha como objetivo preparar uma população com conhecimento mínimo para poder trabalhar, selecionando os melhores par se aprofundarem em conceitos mais avançados. Era uma meritocracia limitada, pois havia a necessidade de um grande número de pessoas não serem concideradas merecedoras de continuarem estudando para se prover mão de obra suficiente para um sociedade que passava pela primeira revolução industrial. Engenheiros e administradores pensando pela massa operários como e o que fazer.
Esse modelo funcionou para o que se queria na época, foi exportado para o mundo todo, a questão é que, esse modelo ultrapassado, com um objetivo datado ainda permanece mesmo com todas as mudanças e desafios que a sociedade de hoje impõe. Essa sociedade na qual as empresas buscam os funcionáiros mais criativos, com maior capacidade de resolver problemas independentemente e com paixão e iniciativa tem um modelo de educação que tem como objetivo a passividade intelectual, o esmagamento da criativdade e a dependeência de ordens para que alguma ação seja tomada. A contradição e o prejuízo que o mundo sofre com essa contradição é indizível.
Os problemas das avaliações, como ferramentas falhas são extensamente abordadas no livro, pois elas pedem um conteúdo específico, e não são capazes de assinalar a criatividade do aluno. Ela mostra se o aluno sabe o que deve saber, e não o quanto ele poderia saber, por qual outro angulo inédito ele vê um problema e como pode-se perder um gênio quando se diz o que ele deve responder, e não como se pode pensar aquele problema.
O livro, é muito, mas muito interessante para repensarmos a educação e a nossa sociedade como um todo, dá um um misto de tristeza e medo do que podemos esperar pro futuro, mas também dá uma esperança de que sempre haverão pessoas fazendo coisas boas e beneficiando as outras, e quantas vidas serão poderão ser refeitas com o desenrolar das idéias apresentadas no livro.
Exaltemos as Mulheres como Mulheres.
A opressão histórica que a mulher sofre teve como consequência o justo anseio pela libertação. O problema é que a libertação foi confundida com igualização.
A mulher sujeita e submissa só foi possível devido a uma desigualdade primária e natural, a desigualdade física. Mulheres são fisicamente mais frágeis que os homens, e isso tornou possível a opressão histórica que elas sofreram. Em outras palavras, precisavam da força do homem para viver, mas ao mesmo tempo estavam sujeitas à eles. A utilização da força para dominação da mulher é natural quando olhamos o comportamento animal, assim como o homossexualismo e a pedofilia. Felizmente o bom senso nos mostra que natural não é sinônimo de bom, moral e ético.
Isto posto, gostaria de entender onde a libertação da mulher como individualidade que deve ter sua dignidade preservada se confunde com a igualdade de gêneros? Ter sua dignidade respeitada e seu arbítrio seguramente livre não tem qualquer semelhança com igualdade, exceto no ponto em que deve-se estender à todos.
Conseguido isso, onde tornar os gêneros mais iguais?
Percebo que a igualdade pretendida por aqueles que a advogam no sentido discutido no texto, é antes uma, permita-me a utilização da palavra, "igualização", no sentido de designar a eliminação total das diferenças, do que a igualdade de direito à dignidade.
Vejam as revistas, o ideal de mulher bem sucedida é o ideal de uma mulher-homem. Presidenta de empresas, que não querem ter filhos, fazem sexo com o mesmo desprendimento dos homens, focam na vida profissional e fazem musculação. Esta é a propaganda da mais alta realização que uma mulher pode querer em nossa sociedade. Se quer tanto justiçar a injustiçada fêmea de nossa espécie que deve-se torná-la masculinizada, tal qual seus opressores, para que essa justiça seja completa. Mas não é essa a maior sujeição possível da mulher ao homem?
Não existe nesse discurso o objetivo de libertar a mulher, existe o objetivo de sujeitá-la ainda mais ao homem dizendo que para ser respeitada deve ser tal qual ele, renegando sua natureza feminina, o ideal de realização, é o ideal masculino. Há algo mais machista do que isso?
A exaltação do ideal masculino como realização feminina acarreta obviamente, mas não tão premeditadamente, na desqualificação da mulher como ser feminino. Aparente absurdo permitido pela língua mas, automaticamente rejeitado pela razão, pode tomar forma real, como já tomou e não percebemos. A mulher com características acima do nível físico que a definem como mulher, como instintivamente materna e cuidadora do seu território, modernamente chamado de lar. Corretamente a Dona de casa, como nome que designa seu papel, Dono é o proprietário, é quem manda, é quem tem a maior autoridade. Esse aspecto logicamente é negligenciado, resultando em uma mensagem de sociedade masculina.
Alguém consegue conceber o mundo sem os aspectos femininos de geração da vida, cuidadora da vida, provedora da vida em toda a extensão que isso abrange?
Para valorizar a mulher, basta exaltá-la tal como seus méritos de mulher exigem.
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