quinta-feira, 15 de março de 2012

Primeiro o Mais Importante.

        Depois de um tempo sem postar, por motivos diversos, segue um post, sobre o terceiro hábito dos sete. "Primeiro o mais importante" é o nome do mesmo, pois trata basicamente de gerenciamento pessoal, e o mesmo se baseia em estabelecer prioridades e executar as mesmas de acordo com as prioridades estabelecidas.
Primeiros, lideramos a nossa vida assumindo nossa responsabilidade e estabelecendo o que é mais importante para nós, depois a gerenciamos de acordo com esses pressupostos.
O primeiro passo é nos atermos a nossa integridade pessoal, ponto a partir do qual podemos medir nosa autoridade sobre nossa vida. Quando agimos com integridade pessoal, mantendo nossos valores realmente exercemos nossa vontade independente, nossa vontade acima de nossos sentimentos e humores passageiros, de acordo com aquilo que realmente importa para nós. Depois de passarmos por alguma experiência marcante, é fácil ver o que realmente importa para nós, geralmente valores elevados veem a tona. Somo inspirados com um amor capaz de fazer sentir, apreciar e perceber o que é mais belo na vida, para logo depois sermos arrastados pela torrente da rotina para onde estávamos antes, reféns de compromissos que não queríamos assumir, de vontades qeu sabemos não serem salutares e de situações das quais queríamos realmente correr.
Devemos ser capazes de assumir a nossa vida, através da nossa vontade independente de todos esses fatores. Nas palavras do autor:
"(...) exige uma vontade independente, o poder para fazer algo quando você não quer fazer, a força resultante de seus valores e não do desejo momentâneo".
Quando assumimos as rédeas da vida não podemos largá-la, devendo mantê-la no rumo que percebemos ser o nosso rumo. Isso não deve ser confundido com o eficiência pura e simples, deve-se atentar para o elemento humano de nossa vida. O gerenciamento eficaz de nossa vida deve ter claro  tanto o controle como também a flexibilidade natural exigida dos relacionamentos, como oportunidades para aprendizado e amadurecimento dos mesmos.
Ante as nossas atividades diarias, segundo o autor, todas se encaixam em algumas dessas classificações:
Urgentes e importantes, tarefas que são importantes para a sua vida, capazes de fazer uma diferença nela, e que devem ser feitas o quanto antes.
Urgentes e não importantes, coisas não podem esperar, como atenter o telefone ou enviar um email, mas que não são realmente importantes, é mais um dever a ser cumprido.
Não urgentes e não importantes, tarefas que não precisam ser feitas e que não acrescentarão nada, mas que fazem parte de nossa vida.
E as atividades não urgentes mas importantes, coisas como orgnanizar agenda, descobrir o que realmente importa, coisas que não precisam ser feita com urgência, mas são importantes, capazes de fazer diferença positiva na sua vida.
Ante essas quatro possibilidades devemos, ao contrário do que as pessoas fazem, se dedicando na maior parte do tempos a coisas sem urgência e sem importância, e a coisas urgentes e importantes, ter como foco as coisas sem urgência mas com grande importância. Quando mais nos dedicamos a elas, menos problemas temos, dependemos menos no momento, pois prevenimos boa parte dos incêndios da nossa vida, tendo uma autoridade maios sobre a mesma, menos sujeitos as oscilações.
Como diz em outro livro "O monje e o executivo", na vida você é obrigado a apenas duas coisas: morrer e fazer escolhas.
"Tenha em mente que você está sempre dizendo não a alguma coisa. Se não para as coisas urgentes e evidentes da sua vida, provavelmente é para as coisas mais fundamentais, mais importantes. Mesmo quando o urgente é bom, o bom pode afastá-lo do que é ótimo (...) se você permitir"
Se você nãos está dizendo não para as coisas que não são importantes, com certeza está dizendo não para as coisas que são.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ray, you never knock me down...

... um post meia boca no meio da noite para não passar em branco minhas impressões sobre o filme  que eu finalmente vi! Touro Indomável, a história de Jake Lamota, o único boxeador a rivalizar com Sugar Ray Robinson, o maior boxeador da história, sim isso mesmo, não Mike Tyson, nem Holyfield ( não sei se escrevi certo), mas Sugar Ray Robinson, que injustamente no nosso país não é um ícone desse esporte. Minha vontade de ver este filme vem principalmente pelo meu interesse pelo boxe, ao meu ver, a luta mais honesta que existe, a forma de disputa mais legítima onde a nenhum campeão sagrou-se como tal injustamente, tendo para isso seus méritos comprovados no ringue.
No boxe não existe sorte, ou você é ganha por que lutou bem, ou perde por não ter feito tal coisa. Se você for acertado por pura sorte do adversário, o que já é raro, levando-se em conta as regra de se usar apenas as mãos para atacar e defender, a luta não acaba ai. Abre-se uma contagem, e apesar de você ter uma ligeira desvantagem, se o golpe não foi bem encaixado, você respira e volta pra luta, fazendo com que o golpe derradeiro tenha que ser extremamente bem aplicado. Como diz o jargão do "queixo de vidro". 

O filme retrata um Jake Lamota confuso, frustrado, com sua vida, carreira e casamento e que aproveita sua revolta no ringue. A interpretação de Robert De Niro, com trejeitos italianos e tals é muito foda, lembrando muitos dos italianos do primeiro O Poderoso Chefão. Uma coisa que me chamou atenção nesse filme, é que é expressa claramente a submissão da mulher no casamento, as ordens recebidas dos maridos italianos são obedecidas, não sem uns resmungões, mas obedecidas, sob levas de ameaças e insultos do "macho dominante" que põe ordem na casa, se preciso, à força. As mulheres reagem de maneira infantil, com birras, quebrando coisas, mas no fim das contas ficam bem quando os maridos a agradam, como se tudo não passasse de só mais uma briga. Pra mim é estranho, virar uma mesa, quebrar coisas da casa, ameaçar bater (uns tapas rolam normalmente na verdade) no seu cônjuge, e no fim terminarem com beijos e abraços... sei lá, mas parece coisa de sangue latino... italianos, espanhóis, todos tem essa fama (não é racismo, pois tenho descendência espanhola). A parada do machismo fica evidente também com o respeito aos mais velhos, como quando o protagonista está treinando em um ginásio, e um senhor do ginásio é questionado sobre como está a sua esposa, e o rapaz, Homem-feito, mas mais novo, diz que caso ele precise de algo é só chamá-lo. E em outra parte quando o irmão de Jake causa com um dos amigos da esposa de Jake, quando ele está em concentração e sua esposa em um bar bebendo e com amigos. O imão de Jake toma as dores, questiona a esposa sobre o que ela está fazendo, e quando ela diz que não irá para casa e que irá beber e se divertir o cara toca o puteiro no bar... bate em meio mundo, bem na pilantragem, causa mó bagunça e no fim, os dois fazem as pazes depois de um "sermão" de um magnata que ganha grana com apostas de boxe, aparentemente o bar era dele.

O filme segue mostrando o casamento cada vez pior de La Mota, que no meio de tanta confusão chega a ser digno de compaixão, pois não fica claro se a mulher dele é uma vagabunda ou se ele que é negligente. Com seu irmão ocorre o mesmo, não se sabe se ele é um cara que faz o possível para ajudar o irmão ou um sanguessuga que pega rabeira no dom guerreiro de La Mota. Isso chega a um ponto insuportável quando Jake começa a desconfiar de seu irmão, a confirmação vem quando sua esposa diz que já chupou o pau de vários caras do circulo do boxe e inclusive do irmão dele, pois Jake não transava era um "gordo egoísta" e ai tudo vai abaixo... ele soca a mulher, soca o irmão, bate em meio mundo e vai embora. Deixa de falar com o irmão mas pede pra esposa ficar

Depois da ultima luta, contra Sugar Ray, a derradeira derrota, antes de sair do ringue ele diz uma das frases mais memoráveis que já ouvi: Ray, you dont knock me down, diz um La Mota todo estorado com um orgulho e dignidade feroz...Essa frase, no contexto da luta, e da vida de Jake ganha um significado muito maior do que uma afirmação no ringue, pois Jake derrubou Ray várias vezes em outras lutas, mas nunca foi derrubado, apesar de perder por pontos.

Decide se aposentar, compra um bar e ai tem sua nova profissão (agora sim, bem gordo), dono de bar e "humorista", mas isso não dura muito. Logo após saber que sua mulher entrou de vez com o pedido de divórcio, tem também de comparecer à justiça por ter apresentado duas jovens de 14 anos a outros homens em seu bar. É preso por não conseguir levantar o dinheiro da fiança, e na prisão acontece uma das cenas mais ferradas do filme, com uma fotografia muito bem feita que passa bem a atmosfera do momento do personagem. Desespero, a sensação de  ter jogado a vida fora, impotência, não boxeia mais, casamento destruído e sem dinheiro, esmurrando, cabeceando a parede e perguntando porque.

O filme termina com um La Mota decadente em alguns aspectos, mas que continua com seus shows de humor em bares por ai. Fica a impressão de que foi uma vida na qual poderia ser feito mais, muito potencial com revolta demais, aliada a companhias que não o impulsionavam verdadeiramente pra cima, buscando apenas a satisfação imediata.

Mas também amor, do jeito dele, mas amor. Perdoar o que a mulher dele fez, é só por amor, mesmo que ele não fosse o melhor dos maridos. Perdoar seu irmão, depois de de ter comido a sua mulher... no fundo era um cara com o coração gigantesco, embriagado com o poder e divertimentos desse mundo.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Segundo Hábito do Senhor Covey.

O Segundo Hábito é o "começando com o objetivo em mente" é uma sequencia natural do primeiro hábito. Depois de assumirmos a responsabilidade integral a nossa vida sendo proativos precisamos saber o que fazer com essa proatividade. Depois de tomarmos as rédeas da nossa vida devemos saber para onde guiá-la, caso contrário cada passo dado sem saber para onde se vai é um passo mais longe de onde deveríamos estar indo, de onde realmente queremos chegar.

Para chegarmos mais perto dos nossos valores mais íntimos o autor usa como exemplo um exercício de imaginarmos o que as pessoas falariam de nós no nosso velório. Que tipo de pai, filho, amigo, companheiro de trabalho você gostaria de ser quando lembrado? Esses discursos proferidos no seu velório mostram se não todo, a maior parte dos seus valores, coisas que são realmente importantes para você. Com isso em mente deve-se começar com um paradigma central, fundamental sobre o que realmente queremos. Isso faz com que tudo na nossa vida tenha sentido, desde as menores coisas, tenham um propósito, preenchendo aquele vazio característico dos tempos modernos.

Um ferramenta para termos fresca em nossa mente a idéia do que realmente almejamos é utilizar uma "constituição pessoal", um conjunto de princípios que estejam de acordo com seus paradigmas mais intimos, te guiando para seu objetivo, escrito por você mesmo. Eles não devem ser imutáveis, apesar de seus pontos centrais, podendo e devendo mudar algumas partes conforme seu aprendizado e experiência.
Colocar por escrito aqueles valores e objetivos que realmente importam para nós faz com que seja mais fácil recordá-los no dia-a-dia, onde as pessoas tendem a esquecer muito facilmente seus verdadeiros valores.

Nossos paradigmas, as "lentes" com as quais vemos o mundo, são o nosso Centro. Desse Centro decorrem a nossa Segurança, Sabedoria e Poder, e podem ser simplificados respectivamente como: saber onde se está, saber para onde ir, saber como ir, e ir.
Nosso centro merece atenção especial pois dele saem esses quatro elementos que suportam a nossa vida. Centros passageiros, supérfluos, volúveis e sem profundidade proporcionarão vidas com essas características. Sua vida reflete seu foco, reflete aquilo com que você realmente se importa.

Por isso deve-se ter como centro coisas positivas, imutáveis e verdadeiras, pois assim teremos existências com esses adjetivos. Buda dizia que depositar a felicidade no que é passageiro é tolice. Jesus disse para buscarmos primeiramente o reino dos céus. O autor diz para termos nosso Centro nos Princípios corretos.

"Ao centrarmos a vida em princípios imutáveis, eternos, criamos um paradigma fundamental para a existência eficaz. Este é o centro que coloca todos os outros centros na perspectiva correta.
Lembre-se de que seu paradigma é a fonte a partir da qual suas atitudes e seus comportamentos fluem. Um paradigma é como os óculos: afeta a maneira como você vê tudo na vida. Se você olha para as coisas através do paradigma dos princípios corretos, o que enxerta é drasticamente diferente do que pode ver a partir de qualquer outro paradigma central"

Essa transcrição apesar de extensa é excelente para entender os diferentes tipos de vida que as pessoas levam e/ou as diferentes fases da nossa vida, todas as vidas e fases com centros diferentes, vendo o mundo com lentes diferentes.

"(...) finalmente, a missão torna-se sua constituição, a expressão sólida de sua visão de mundo e de seus valores. Elas se torna o critério pelo qual você passa a medir tudo em sua vida"

Para termos claro o que queremos da vida e para podermos realmente fazer o que queremos podemos visualizar aquilo que queremos com todos os detalhes que lhe cabem, de modo que essa experiência se torne familiar para nós . Quando uma experiência se torna familiar não tememos quando ela acontece, agimos com naturalidade e segurança aumentando nossa eficácia nessa situação.

"(...) creio que o uso mais nobre da imaginação esteja em harmonia com o uso da consciência para transcender o eu e viver uma vida de contribuições basada no unico propósito e nos princípios que governam a realidade interdependente"

Escrever sobre nossas prioridades clareia nossos objetivos. Evitamos também a desproporção e o desequilíbrio da nossa vida, evitando que nos dediquemos demais a um setor em detrimento de outros. Avaliar os setores de nossa vida como profissional , familiar e ect é útil para termos claro o que queremos em cada área nos guiando no dia-a-dia e servindo como ponto de comparação para saber onde estamos.

Um exemplo são os objetivos e missão das empresas. Pessoalmente eu ficava em duvida sobre o que realmente significava isso, pensando que era só encheção de saco, mas ela tem a mesma utilidade que tem para as pessoas, afinal para quem não sabe onde chegar qualquer lugar é destino, para barco sem mapa qualquer praia é porto e enfim...

O fim do capítulo fala sobre sugestões de aplicação, que preciso tentar fazer ao menos, e o próximo fala sobre como gerir nossa vida rumo ao que descobrimos no capítulo dois.

Trilha sonora por Flogging Molly, fudido demais... será que um dia rola um show por aqui? Vai que acontece um milagre né...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Resumo do Primeiro dos Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes.

Sono... mas tenho que publicar isso, senão não vou poder continuar lendo essa porra desse livro. Vou perder o raciocínio.

O primeiro hábito é a Proatividade, que não se limita a tomar a iniciativa superficialmente, e sim profundamente. Isso implica não apenas tomar a iniciativa para si  como também a responsabilidade integral dos nossos atos. Sim, a responsabilidade toda, sem nenhuma transferência de culpa para qualquer circunstância externa ou pressão social, isso também é o dever de um líder e de um companheiro amoroso, o de mostrar ás pessoas amada (filhos, amigos, e ect.) a real extensão das consequências de seus atos, e chamá-los à responsabilidade dos mesmos. O meio em que vivemos, as circunstâncias que nos rodeiam certamente nos influenciam, porém nos esquema de ação/reção existe um intervalo entre os dois.

Quando o meio nos aciona, seja de que forma for, podemos pensar antes de reagir. O condicionamento de viver apenas reagindo às ações externas é digno e típico dos animais, é um determinismo danoso à nossa realização e felicidade. Alguns vivem assim um tempo, outros a vida toda, porém não somo feitos para isso.
O que difere o homem dos animais é a capacidade de refletir sobre si mesmo. Antes de reagirmos as pressões externas existe um intervalo em nosso pensamento, que deve ser cultivado, o intervalo de pensar antes de agir, ao invés de reagir sempre como um rato de laboratório ou um cão treinado.

Pensar antes de agir é ter claro que apesar das circunstâncias gerais a decisão é sua. Única e exclusivamente sua. Isso nos força a ver a realidade das nossas ações e suas consequências. Um exemplo que o autor usa são os filmes hollywoodianos nos quais os sentimentalismo controla as pessoas. Se você deixar seus sentimentos comandarem será um refém dos mesmos. "Pessoas proativas subordinam sentimentos à valores".
Compreender as consequências de nossos atos nos leva à outro ponto. Segundo o autor, existem dois círculos na vida de todas as pessoas: o círculo daquilo que podemos influenciar, e o circulo daquilo que não podemos influenciar. O Círculo de Influência e o Círculo de Preocupação, respectivamente como os chama o autor. As pessoas reativas focam suas energias no Círculo de Preocupação, tudo o que elas não pode resolver. Porém, quando tomamos a iniciativa de nossa vida, nos focamos naquilo que podemos fazer. E fazemos. Dentro de nosso Círculo de Influência, daquilo que podemos resolver, existem três tipos de problemas:
 - Problemas de controle direto, que são problemas que são resolvidos quando mudamos nossas atitudes, coisas que podem ser resolvidas se mudarmos apenas a nós mesmos.
 - Problemas de controle indireto, os quais dependem não só da gente para serem resolvidos, mas de outros, e nos quais devemos trabalhar nossa relação com as pessoas para podermos resolvê-los.
 - Problemas de controle inexistente, coisas que não temos controle algum, como eventos passados, e coisas que podem acontecer futuramente alheias à nossa vontade. Segue uma citação muito boa para esses problemas, que toca no ponto forte da proatividade:

"O primeiro passo para a solução de um problema, seja ele de controle direto, indireto inexistente está ao nosso alcance. Modificar nossos hábitos, modificar nossos métodos de influência e modificar o modo como vemos os problemas de controle inexistente são metas contidas dentro no nosso Círculo de Influência".

O Círculo de Preocupação foca no "ter" como condição para a realização de mudanças ou tomada de ações. Ex: se eu tivesse isso, faria isso, se eu tivesse aquilo teria aquilo, ou resolver aquilo.
Quando focamos no "ser" ao invés de "ter" tomamos à frente da situação, e sendo aquilo que há de melhor para lidar com ela, como diz Gandhi:

"Seja a mudança que você quer ver".

Bem sintético, pois to com sono. Bjundas.

domingo, 29 de janeiro de 2012

AK-47 A Arma Que Mudou a Guerra. Larry Kahaner.

Nesse post eu interrompo por ora a sequência das minha impressões sobre o outro livro e venho falar deste. Faz tempo, mais de um ano eu acho, que tenho vontade de ler esse livro, simplesmente pelo título do mesmo. Tinha em mente ler esse livro rapidamente só por lazer, mas meu... ele abrange questões históricas, militares, geopolíticas e até culturais, que envolvem o famoso Fuzil que senti vontade de escrever sobre ele.

O livro conta sobre quando Mikhail Timofeevich Kalashnikov, um tenente de cavalaria, com algum conhecimento de mecânica, russo, lutou na segunda guerra, teve seu tanque atingido sendo o único da tripulação a sobreviver. No hospital, enquanto se recuperava, fez inúmeros esboços da arma que viria a ser o AK (Avtomatik Kalashnikov), movido pela obsessão de fazer uma arma que levaria sua Nação a vitória sobre os alemães e acabar com a guerra. Não conseguiu. Porém sua experiência como mecânico e experiência em combate aliados com sua vontade de fazer uma arma "pau pra toda obra" tiveram resultados.

Na segunda guerra mundial os alemães já tinham projetado e fabricado uma arma da nova geração. Uma arma de repetição, que carregava uma munição maior e mais destrutiva e com mais alcance do que as sub-metralhadoras que disparavam cartuchos com calibre de pistolas, porém com calibres menores do que as metralhadoras, muito pesadas e que necessitavam de um suporte para serem usadas, sendo utilizadas sobre veículos, em pontos fixos como bunkers e trincheiras. Essa arma era a o Sturmgewerhr 44, ST-44.
Apesar de ser considerado o primeiro fuzil de assalto do mundo, eles chupinharam essa ideia de um russo, pró-tzar (Vladmir Federov, avtomat Federov era o nome de sua arma), que tinha desenvolvido originalmente o conceito de uma arma com munição intermediária que proporcionariam grandes estragos por tropas infantes regulares.

O livro segue discorrendo sobre a historia do desenvolvimento do fuzil, de suar versões até chegar a original, que conhecemos, que só ficou pronta em 1947. Na corrida armamentista da Guerra-fria a Russia usava a arma para agariar países á sua causa, vendendo, doando, e dando concessões para que diversos países os fabricassem na sua própria pátria. Isso inundou o mundo com a AKs, sem contar o fato de que com o desmantelamento da União Soviética, com os arsenais militares transbordando de AKs e precisando de dinheiro, muitas nações na antiga URSS venderam essas armas para quem quisessem comprar.
Nações da África e do Oriente Médio foram os principais compradores/recebedores dessas armas, para financiar suas lutas de independência e guerras tribais. Os EUA e outros países não perceberam o quanto erras armas eram perigosas, até o vietnã.

No Vietnã a coisa ficou feia, quando toda a tecnologia da França e EUA pereceram ante combatentes de 1.5 de altura e 48 quilos que faziam oposição ferrenha ao soldados de constituição gaulesa/anglo-saxônica. De igual pra igual, principalmente por causa das armas, o AR-15, projetado pelos EUA como Fuzil de assalto padrão do exercito, não era páreo para a resistência do AK. Por ser concebido com medidas mais folgadas e com mecânica simples não cedia as interpéries do tempo, ao contrario dos AR-15 / M-16 dos americanos, que frequentemente emperravam deixando os combatentes ocidentais indefesos ante os vietcongues. Como diz o livro, a reputação do AK foi construída das plantações de arroz.

Na África e no Oriente médio as potências ocidentais realmente sentiram o poder do AK, quando soldados-criança, de 7 a 14 anos promoviam genocídios por rivalidades tribais, matando, pilhando, estuprando, mutilando em troca de drogas e dinheiro dos comandantes dessas guerrilhas. Filmes como Diamante de Sangue, Hotel Ruanda e Senhor das Armas falam disso.

O livro segue para a America latina, falando de Nicarágua, Sandinistas, traficantes, CIA, Panamá, Colômbia, Venezuela e ect. Essa parte impressiona e enoja pela corrupção e sujeiras dos governos dos EUA, mais especificamente da CIA, dos traficantes que usam ideologias politicas e dos grandes traficantes de armas. Agradeço a Deus por morar no Brasil. Pois tenho a impressão que o flagelo dos AKs não adentrou nosso país, sejam quais forem os motivos. Imagino o que aconteceria se o PCC ou o CV conseguisse um grande carregamento de AKs. Com armas uniformizadas, e as facilidades logísticas que elas proporcionam o Brasil realmente correria (mais) perigo.

Uma das partes mais interessantes, e que realmente me motivou a publicar esse texto foi a parte que fala sobre o encontro de Mikhail Kalashnikov com Eugene Stoner, inventor do M-16, o principal rival do AK, culturalmente falando. Sim culturalmente, pois militarmente a historia do AK é superior.
No encontro Stoner explica que recebe um dólar para cada M-16 vendido no mundo (imaginando que existem uns 6 milhões desses no mundo), enquanto Kalashnikov teve de ter roupas compradas pelas pessoas que o trouxeram para os EUA, pois não tinha roupas com um minimo de condições para um encontro casual que fosse (a  passagem e a viagem também foi paga por estas pessoas, entusiastas de armas, caçadores e de assuntos militares). Nesse encontro ele explicou que nunca recebeu nada pela sua invenção, pois tudo era do governo soviético. Ele era um herói nacional, porém não tinha dinheiro para viajar para fora do país.

Em uma visita a um campo de treinamento dos fuzileiros naval dos EUA:
"Kalashnikov, recebeu elogios inesperados do general de divisão Mattew P. Caulfield, que era o comandante adjunto de treinamento e educação, e diretor do Centro Aeroterrestre de Treinamento e de Educação dos Fuzilediroa Navais. Caufield comentou com o inventor: Eu tenho que admitir que pessoalmente preferiria disparar a sua arma em combate, Mr. Kalashinikov.
Esse cândido comentário veio de um soldado profissional que, como capitão, tinha comandado uma companhia no Vietnã."

Isso é mais uma prévia, pois não terminei o livro ainda, mas recomendo. Essencial para entender a balança de poderes que levam o mundo para lá e pra cá em seus conflitos e cessar-fogo. Ele não conta apensas a historia da arma, conta como, um homem determinado ( por vezes uma criança) armado com um fuzil, pode fazer valer sua vontade, e se forem muitos homens armados, podem conduzir um país à sua vontade mantendo distante qualquer outro poder militar que queira interferir. Não imptorando quanta tecnologia militar eles tenham à disposição,

"Aquele fuzil pendurado na parede do apartamento da classe trabalhadora ou na cabana do operário é o símbolo da democracia. É nosso dever cuidar para que ele fique lá." - George Orwell.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Livro de Auto-Ajuda !? Introdução pt 2.

Todos nomes que são propriedades registradas são citados aqui para reflexão, exposição e entretenimento, sem nenhum fim lucrativo. Tenho um exemplar comprado do livro.


Com esse frio, a chuva la fora, na minha cama, um Bob dailan na oreia...
melhor só com a minha menina... mas tudo bem. Chega de nostalgia do presente! Hoje vou transcrever a segunda parte das minha impressões-resumo da introdução do livro. Sim, no post anterior eu havia dito que no próximo haveria o inicio no primeiro capítulo, contudo, porém, todavia, entretanto eu esqueci que a introdução do capítulo tem mais coisa importante... véi, esse livro tem trechos muito bons em quantidade muito grande, por isso esse resumo. No geral eu simplesmente utilizo citações que sintetizam toda a idéia, mas com esse livro não rola, tudo é muito interligado e as idéias devem ser expostas com conceitos claros e coesos para podermos compreender a logica utilizada pelo autor. Sem mais, segue o resumo.


O capítulo introdutório segue com outro conceito de fundamental importância, apesar de meio estranho, pois ele analisa e quantifica a forma como lidamos com as coisa como se fosse uma razão de proporção matemática, e apesar de não o ser, funciona da mesma maneira: a P/CP. Onde P é o Produto, e CP é o Custo de Produção. Esse é o equilíbrio (ou desequilíbrio) entre os benefícios e os meios utilizados para consegui-lo. Os benefícios, serão o Produto, e os meios que os proporcionam é o  Custos de Produção. Isso vale para bens materiais, bens financeiros e para relacionamentos.
O autor utiliza a história da galinha dos ovos de outro para ilustrar esse conceito. 


Um dia um fazendeiro ao ir recolher os ovos de sua galinha preferida se espanta ao encontrar um ovo de ouro maciço! Todos os dias ele vai até o galinheiro e recolhe o ovo de ouro, se torna muito rico vendendo os ovos. Pensando em como poderia fazer para ficar mais rico, decide matar a galinha e pegar todos os ovos de uma vez. Quando abre a pobre galinha ele não encontra ovo nenhum. Em sua ânsia de se tonar mais rico ele sacrificou a fonte de toda a sua riqueza. Nesse exemplo, os ovos são P (produto) e a galinha é o CP (custo de produção). Quando nos focamos apenas em P, esquecemos de cuidar da CP, isso faz com que coloquemos tudo à perder, pois não cuidamos daquilo que nos dá o determinado benefício. Também, quando focamos apenas em CP, somos como aquelas pessoas que tem um carro que é seu xodó, o lavam sempre que possível, gastam dinheiro com qualquer eventual problema que ocorra, porém não o usa, para que ele não estrague. Não desfruta do conforto que o carro pode lhes proporcionar. O melhor exemplo prático do conceito é o que segue, extraído do livro: 


"Quando duas pessoas em um casamento estão mais preocupadas em conseguir os ovos de ouro, os benefícios, com frequência agem de maneira insensível, sem consideração pelo outro, negligenciando a boa vontade e a cortesia, tão importantes em um relacionamento profundo. Passam a lançar mão de estratégias para manipular o outro, concentrando-se em suas próprias necessidades para justificar  atitude tomada e ficam procurando provas de que o outro sempre está errado. O amor, a delicadeza, o enriquecimento mútuo e a espontaneidade começam a se deteriorar. A galinha dos ovos de ouro mostra-se enferma a cada dia."


Deve-se cuidar do corpo para poder aproveitá-lo melhor. Deve-se cuidar da mente para gozar os benefícios integrais da mesma. Deve-se cuidar dos sentimentos para podermos aproveitar o melhor de cada um deles. O equilíbrio entre P/CP deve ser o foco. O equilíbrio é sinônimo de eficácia. 


No próximo post sim, o primeiro capítulo.
Mister Dylan ao fundo neste momento "desolation row... fórifóóó!!!"

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Livro de Auto-Ajuda !? Stephen R. Covey e os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes.

Todos nomes que são propriedades registradas são citados aqui para reflexão, exposição e entretenimento, sem nenhum fim lucrativo. Tenho um exemplar comprado do livro.

Algum tempo sem postar nada, e atendendo ao pedido de todas as pessoas que lêem este blog (1 pessoa, contando comigo) venho com mais um texto.
Geralmente me inspiro bastante para escrever quando leio coisas que me fazem realmente pensar sobre eu e o mundo, principalmente quando essa leitura é o que eu realmente estava esperando. Há um bom tempo não sentia tesão por um livro que exigia paciência para ler, mas este cumpriu todos esses requistos. Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes. Terminei o primeiro capítulo e a introdução e to morrendo de vontade de ler tudo, mas antes de seguir no livro tive de fazer algumas anotações e resumir o primeiro capítulo, pois... é informação demais. Acreditem. Se eu não fizesse esse texto perderia muita informação. Hoje ficarei mais na exposição das idéias do autor e futuramente, se rolar os outros textos, eu falo o que acho, já que a minha opinião é tudo o que as pessoas querem nesse blog (tuntá! Digdin!).

O livro começa com a idéia de que as relações humanas, pessoais e interpessoais, seguem regras nem sempre claras as pessoas. Esses são os valores, ou Princípios, tais como honestidade, sinceridade, bondade e ect. (Acho que aquilo que as pessoas geralmente chamam de politicamente correto). Essas regras quando usadas e seguidas da maneira correta conduzem ao sucesso nas relações entre as pessoas interna e externamente.
Algumas vezes fazemos as coisas, ou agimos com as pessoas seguindo nossos princípios, achando que estamos fazendo a coisa mais correta possível, e tudo dá errado, não sai como esperávamos. Isso acontece pois não estamos conduzindo nossas relações com base nos princípios naturais que regem as relações humanas.

O autor usa o exemplo de que se quisermos andar em uma cidade, devemos ter o mapa correto desta cidade. Usando o mapa certo, chegamos ao lugar almejado. A cidade são as regras, princípios que regem as relações humanas. O mapa são os princípios que aquela pessoa segue como verdadeiro, para se guiar nas cidade dos relacionamentos (vale dizer que quando falo de relacionamento, isso barca todos os campos da nossa vida, pois temos de nos relacionar com nós mesmos, e com os outros em casa, no trabalho, e ect.).
Se tivermos como base o mapa, ou os princípios, errados não conseguimos nos guiar com eficácia na cidade (relacionamentos).
Poi isso, todas as relações humanas devem estar baseadas nesses princípios, não superficialmente, mas profundamente. Dada a dificuldade de se mudar nossos princípios ou paradigmas, como chama o autor, que são as lentes com as quais vemos o mundo, nossas opiniões e ect, o autor atenta á importância de cultivar alguns hábitos, baseados na experiência e na reflexão, que conduzam á mudanças da forma como vemos o mundo, nos paradigmas, nos princípios que carregamos.
Os chamados 7 hábitos, nos conduziriam da Dependência, em todos os campos da nossa vida até a Independência, e depois até a Interdependência. Do primeiro nível no qual culpamos os outros e a circunstâncias por nossa vida, dependendo de fatores externos para a a mudança, até o segundo onde não dependemos de ninguém pois percebemos nosso poder e nossa capacidade, e no ultimo quando superamos o egoismo da segunda fase e percebemos a real capacidade que as pessoas tem de realizar grandes coisas juntas. Esse três estados podem ser vistos claramente no ciclo vital humano, como a dependência das crianças, até a independência dos adultos, até a sabedoria da interdependência da maturidade.
O livro segue com o início do primeiro capítulo, quando trata do primeiro hábito, a Proatividade. Já adianto que proatividade não é apenas tomar a iniciativa, segundo o autor, essa é a face superficial da proatividade, mas ela é sim muito mais profunda, como assumir certas responsabilidades geralmente não pensamos em fazer.
Isso fica pro próximo post.