No boxe não existe sorte, ou você é ganha por que lutou bem, ou perde por não ter feito tal coisa. Se você for acertado por pura sorte do adversário, o que já é raro, levando-se em conta as regra de se usar apenas as mãos para atacar e defender, a luta não acaba ai. Abre-se uma contagem, e apesar de você ter uma ligeira desvantagem, se o golpe não foi bem encaixado, você respira e volta pra luta, fazendo com que o golpe derradeiro tenha que ser extremamente bem aplicado. Como diz o jargão do "queixo de vidro".
O filme retrata um Jake Lamota confuso, frustrado, com sua vida, carreira e casamento e que aproveita sua revolta no ringue. A interpretação de Robert De Niro, com trejeitos italianos e tals é muito foda, lembrando muitos dos italianos do primeiro O Poderoso Chefão. Uma coisa que me chamou atenção nesse filme, é que é expressa claramente a submissão da mulher no casamento, as ordens recebidas dos maridos italianos são obedecidas, não sem uns resmungões, mas obedecidas, sob levas de ameaças e insultos do "macho dominante" que põe ordem na casa, se preciso, à força. As mulheres reagem de maneira infantil, com birras, quebrando coisas, mas no fim das contas ficam bem quando os maridos a agradam, como se tudo não passasse de só mais uma briga. Pra mim é estranho, virar uma mesa, quebrar coisas da casa, ameaçar bater (uns tapas rolam normalmente na verdade) no seu cônjuge, e no fim terminarem com beijos e abraços... sei lá, mas parece coisa de sangue latino... italianos, espanhóis, todos tem essa fama (não é racismo, pois tenho descendência espanhola). A parada do machismo fica evidente também com o respeito aos mais velhos, como quando o protagonista está treinando em um ginásio, e um senhor do ginásio é questionado sobre como está a sua esposa, e o rapaz, Homem-feito, mas mais novo, diz que caso ele precise de algo é só chamá-lo. E em outra parte quando o irmão de Jake causa com um dos amigos da esposa de Jake, quando ele está em concentração e sua esposa em um bar bebendo e com amigos. O imão de Jake toma as dores, questiona a esposa sobre o que ela está fazendo, e quando ela diz que não irá para casa e que irá beber e se divertir o cara toca o puteiro no bar... bate em meio mundo, bem na pilantragem, causa mó bagunça e no fim, os dois fazem as pazes depois de um "sermão" de um magnata que ganha grana com apostas de boxe, aparentemente o bar era dele.
O filme segue mostrando o casamento cada vez pior de La Mota, que no meio de tanta confusão chega a ser digno de compaixão, pois não fica claro se a mulher dele é uma vagabunda ou se ele que é negligente. Com seu irmão ocorre o mesmo, não se sabe se ele é um cara que faz o possível para ajudar o irmão ou um sanguessuga que pega rabeira no dom guerreiro de La Mota. Isso chega a um ponto insuportável quando Jake começa a desconfiar de seu irmão, a confirmação vem quando sua esposa diz que já chupou o pau de vários caras do circulo do boxe e inclusive do irmão dele, pois Jake não transava era um "gordo egoísta" e ai tudo vai abaixo... ele soca a mulher, soca o irmão, bate em meio mundo e vai embora. Deixa de falar com o irmão mas pede pra esposa ficar
Depois da ultima luta, contra Sugar Ray, a derradeira derrota, antes de sair do ringue ele diz uma das frases mais memoráveis que já ouvi: Ray, you dont knock me down, diz um La Mota todo estorado com um orgulho e dignidade feroz...Essa frase, no contexto da luta, e da vida de Jake ganha um significado muito maior do que uma afirmação no ringue, pois Jake derrubou Ray várias vezes em outras lutas, mas nunca foi derrubado, apesar de perder por pontos.
Decide se aposentar, compra um bar e ai tem sua nova profissão (agora sim, bem gordo), dono de bar e "humorista", mas isso não dura muito. Logo após saber que sua mulher entrou de vez com o pedido de divórcio, tem também de comparecer à justiça por ter apresentado duas jovens de 14 anos a outros homens em seu bar. É preso por não conseguir levantar o dinheiro da fiança, e na prisão acontece uma das cenas mais ferradas do filme, com uma fotografia muito bem feita que passa bem a atmosfera do momento do personagem. Desespero, a sensação de ter jogado a vida fora, impotência, não boxeia mais, casamento destruído e sem dinheiro, esmurrando, cabeceando a parede e perguntando porque.
O filme termina com um La Mota decadente em alguns aspectos, mas que continua com seus shows de humor em bares por ai. Fica a impressão de que foi uma vida na qual poderia ser feito mais, muito potencial com revolta demais, aliada a companhias que não o impulsionavam verdadeiramente pra cima, buscando apenas a satisfação imediata.
Mas também amor, do jeito dele, mas amor. Perdoar o que a mulher dele fez, é só por amor, mesmo que ele não fosse o melhor dos maridos. Perdoar seu irmão, depois de de ter comido a sua mulher... no fundo era um cara com o coração gigantesco, embriagado com o poder e divertimentos desse mundo.
O filme segue mostrando o casamento cada vez pior de La Mota, que no meio de tanta confusão chega a ser digno de compaixão, pois não fica claro se a mulher dele é uma vagabunda ou se ele que é negligente. Com seu irmão ocorre o mesmo, não se sabe se ele é um cara que faz o possível para ajudar o irmão ou um sanguessuga que pega rabeira no dom guerreiro de La Mota. Isso chega a um ponto insuportável quando Jake começa a desconfiar de seu irmão, a confirmação vem quando sua esposa diz que já chupou o pau de vários caras do circulo do boxe e inclusive do irmão dele, pois Jake não transava era um "gordo egoísta" e ai tudo vai abaixo... ele soca a mulher, soca o irmão, bate em meio mundo e vai embora. Deixa de falar com o irmão mas pede pra esposa ficar
Depois da ultima luta, contra Sugar Ray, a derradeira derrota, antes de sair do ringue ele diz uma das frases mais memoráveis que já ouvi: Ray, you dont knock me down, diz um La Mota todo estorado com um orgulho e dignidade feroz...Essa frase, no contexto da luta, e da vida de Jake ganha um significado muito maior do que uma afirmação no ringue, pois Jake derrubou Ray várias vezes em outras lutas, mas nunca foi derrubado, apesar de perder por pontos.
Decide se aposentar, compra um bar e ai tem sua nova profissão (agora sim, bem gordo), dono de bar e "humorista", mas isso não dura muito. Logo após saber que sua mulher entrou de vez com o pedido de divórcio, tem também de comparecer à justiça por ter apresentado duas jovens de 14 anos a outros homens em seu bar. É preso por não conseguir levantar o dinheiro da fiança, e na prisão acontece uma das cenas mais ferradas do filme, com uma fotografia muito bem feita que passa bem a atmosfera do momento do personagem. Desespero, a sensação de ter jogado a vida fora, impotência, não boxeia mais, casamento destruído e sem dinheiro, esmurrando, cabeceando a parede e perguntando porque.
O filme termina com um La Mota decadente em alguns aspectos, mas que continua com seus shows de humor em bares por ai. Fica a impressão de que foi uma vida na qual poderia ser feito mais, muito potencial com revolta demais, aliada a companhias que não o impulsionavam verdadeiramente pra cima, buscando apenas a satisfação imediata.
Mas também amor, do jeito dele, mas amor. Perdoar o que a mulher dele fez, é só por amor, mesmo que ele não fosse o melhor dos maridos. Perdoar seu irmão, depois de de ter comido a sua mulher... no fundo era um cara com o coração gigantesco, embriagado com o poder e divertimentos desse mundo.