A Racionalidade da Religião Cristã 2.
Da Legitimidade Histórica das Escrituras Cristãs.
Essa série de posts não pretende esgotar o tema e para aqueles que conhecem a complexidade dele isso é óbvio, mas prefiro deixar claro assim mesmo, é antes um ato para esclarecer alguns pontos soltos por aí que fazem os teístas, por boa parte de culpa própria, parecerem completas bestas quando não são capazes de responder ao kit de perguntas fornecido pelo pensamento da turma "sou-moderno-só-acredito-no-que-vejo-e-no-que-a-ciência-prova-e-por-isso-não-acredito-em-religiões", que fazem parte do questionamento raso do pensamento filosófico-religioso.
Dada a importância das supostas sagradas escrituras para as religiões abraâmicas creio ser justificado a primeira publicação tratar do tema.
Essa postagem foi feita com base em uma pregação do pastor americano Voddie Baucham, que além de publicar alguns livros por ai tem, entre outros títulos acadêmicos, uma pós-graduação em Oxford. Creio ser esse currículo suficiente para mostrar a sua credibilidade como referência ao assunto.
Uma das mais comuns objeções à credibilidade Bíblica é que este livro teria sido adulterado, intencional ou não, por gerações e gerações de traduções, que por sua vez atendiam a determinados interesses de determinados grupos. Além dele retratar eventos sobrenaturais de verossímilhança duvidosa.
O tempo da obra escrita, e a atualidade do que ela trata, os textos originais e as supostas alterações da bíblia são os questionamento mais comuns.
Comecemos pelo nível de utilização da bíblia como fundamento da religião: A Bíblia é um documento histórico. Tão histórico como os documentos que temos para saber o que aconteceu no julgamento de Sócrates, na Revolução Francesa e no descobrimento do Brasil e nisso se baseia sua utilização. E como documento histórico possui sua legitimidade e valor superior a muitos outros. Explico.
A obra Guerras Gálicas, a única fonte de informação sobre as campanhas de Júlio Cesar tem menos de dez manuscritos, Poética de Aristóteles são cinco manuscritos e de Homero também menos de dez manuscritos. Das obras de Aristóteles, o escrito mais antigo que podemos colocar as mãos data de aproximadamente 1400 anos depois do original. Mas o novo testamento possui em média seis mil manuscritos, completos ou partes, alguns dos quais possuem apenas 50 anos de diferença dos originais que foram escritos mais ou menos 40 anos depois da morte de Cristo.
As exposições acima são suficientes para creditarem o cânone de livros Sagrados Cristãos como históricos.
Agora, das alterações dos textos.
Como dito acima, os cerca de seis mil manuscritos do novo testamento são os mais próximos dos originais, que por sua vez vieram da tradição oral dos Cristãos. Para que alguma alteração definitiva fosse feita, seria preciso alterar o 6 mil manuscritos. Além dos manuscritos, inúmeras cópias foram feiras para o copta, sírio e latim.
Há mais um ponto: os primeiros padres da igreja cristã escreviam seus comentários á varia partes do novo testamento. Dada a extraordinária história do crescimento do cristianismo, esses comentários foram muitos, tantos, que caso não existisse nenhum dos seis mil manuscritos de partes ou do novo testamento completo, seria possível reconstruí-lo em mais de 90% apenas com os comentários. Logo, além de alterar seis mil manuscritos do novo testamento, e das traduções que se espalharam pelo Egito, Sìria e Itália, eles teriam de rever e alterar todos os comentários de todos os padres anteriores á eles de modo que esse monstruoso numero de manuscritos, espalhados sabe Deus por onde, não se contradissessem.
Logo, para que a alteração fosse feita, ela teria de ser a mesma alteração nos seis mil originais, e mais as alterações nas traduções para sirio, latim e copta, e mais nos comentários dos padres. As alterações deveriam ser feitas mais ou menos ao mesmo tempo, para que não se descobrisse a farsa, sem contar a dimensão de recursos humanos e financeiros para tal conspiração. Seria necessária uam agência de inteligência como o FBI, CIA ou KGB para coordenar tal empreitada. E mesmo eles, demorariam anos.
Há mais um ponto: os primeiros padres da igreja cristã escreviam seus comentários á varia partes do novo testamento. Dada a extraordinária história do crescimento do cristianismo, esses comentários foram muitos, tantos, que caso não existisse nenhum dos seis mil manuscritos de partes ou do novo testamento completo, seria possível reconstruí-lo em mais de 90% apenas com os comentários. Logo, além de alterar seis mil manuscritos do novo testamento, e das traduções que se espalharam pelo Egito, Sìria e Itália, eles teriam de rever e alterar todos os comentários de todos os padres anteriores á eles de modo que esse monstruoso numero de manuscritos, espalhados sabe Deus por onde, não se contradissessem.
Logo, para que a alteração fosse feita, ela teria de ser a mesma alteração nos seis mil originais, e mais as alterações nas traduções para sirio, latim e copta, e mais nos comentários dos padres. As alterações deveriam ser feitas mais ou menos ao mesmo tempo, para que não se descobrisse a farsa, sem contar a dimensão de recursos humanos e financeiros para tal conspiração. Seria necessária uam agência de inteligência como o FBI, CIA ou KGB para coordenar tal empreitada. E mesmo eles, demorariam anos.
Logo, a bíblia que você compra na Livraria ou na Loja da Igreja é sim um documento histórico legítimo, que tem algumas diferenças de traduções que não alteram o sentido principal, e sob o qual pode se iniciar uma investigação racional a respeito de seu discurso.

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