O Segundo Hábito é o "começando com o objetivo em mente" é uma sequencia natural do primeiro hábito. Depois de assumirmos a responsabilidade integral a nossa vida sendo proativos precisamos saber o que fazer com essa proatividade. Depois de tomarmos as rédeas da nossa vida devemos saber para onde guiá-la, caso contrário cada passo dado sem saber para onde se vai é um passo mais longe de onde deveríamos estar indo, de onde realmente queremos chegar.
Para chegarmos mais perto dos nossos valores mais íntimos o autor usa como exemplo um exercício de imaginarmos o que as pessoas falariam de nós no nosso velório. Que tipo de pai, filho, amigo, companheiro de trabalho você gostaria de ser quando lembrado? Esses discursos proferidos no seu velório mostram se não todo, a maior parte dos seus valores, coisas que são realmente importantes para você. Com isso em mente deve-se começar com um paradigma central, fundamental sobre o que realmente queremos. Isso faz com que tudo na nossa vida tenha sentido, desde as menores coisas, tenham um propósito, preenchendo aquele vazio característico dos tempos modernos.
Um ferramenta para termos fresca em nossa mente a idéia do que realmente almejamos é utilizar uma "constituição pessoal", um conjunto de princípios que estejam de acordo com seus paradigmas mais intimos, te guiando para seu objetivo, escrito por você mesmo. Eles não devem ser imutáveis, apesar de seus pontos centrais, podendo e devendo mudar algumas partes conforme seu aprendizado e experiência.
Colocar por escrito aqueles valores e objetivos que realmente importam para nós faz com que seja mais fácil recordá-los no dia-a-dia, onde as pessoas tendem a esquecer muito facilmente seus verdadeiros valores.
Nossos paradigmas, as "lentes" com as quais vemos o mundo, são o nosso Centro. Desse Centro decorrem a nossa Segurança, Sabedoria e Poder, e podem ser simplificados respectivamente como: saber onde se está, saber para onde ir, saber como ir, e ir.
Nosso centro merece atenção especial pois dele saem esses quatro elementos que suportam a nossa vida. Centros passageiros, supérfluos, volúveis e sem profundidade proporcionarão vidas com essas características. Sua vida reflete seu foco, reflete aquilo com que você realmente se importa.
Por isso deve-se ter como centro coisas positivas, imutáveis e verdadeiras, pois assim teremos existências com esses adjetivos. Buda dizia que depositar a felicidade no que é passageiro é tolice. Jesus disse para buscarmos primeiramente o reino dos céus. O autor diz para termos nosso Centro nos Princípios corretos.
"Ao centrarmos a vida em princípios imutáveis, eternos, criamos um paradigma fundamental para a existência eficaz. Este é o centro que coloca todos os outros centros na perspectiva correta.
Lembre-se de que seu paradigma é a fonte a partir da qual suas atitudes e seus comportamentos fluem. Um paradigma é como os óculos: afeta a maneira como você vê tudo na vida. Se você olha para as coisas através do paradigma dos princípios corretos, o que enxerta é drasticamente diferente do que pode ver a partir de qualquer outro paradigma central"
Essa transcrição apesar de extensa é excelente para entender os diferentes tipos de vida que as pessoas levam e/ou as diferentes fases da nossa vida, todas as vidas e fases com centros diferentes, vendo o mundo com lentes diferentes.
"(...) finalmente, a missão torna-se sua constituição, a expressão sólida de sua visão de mundo e de seus valores. Elas se torna o critério pelo qual você passa a medir tudo em sua vida"
Para termos claro o que queremos da vida e para podermos realmente fazer o que queremos podemos visualizar aquilo que queremos com todos os detalhes que lhe cabem, de modo que essa experiência se torne familiar para nós . Quando uma experiência se torna familiar não tememos quando ela acontece, agimos com naturalidade e segurança aumentando nossa eficácia nessa situação.
"(...) creio que o uso mais nobre da imaginação esteja em harmonia com o uso da consciência para transcender o eu e viver uma vida de contribuições basada no unico propósito e nos princípios que governam a realidade interdependente"
Escrever sobre nossas prioridades clareia nossos objetivos. Evitamos também a desproporção e o desequilíbrio da nossa vida, evitando que nos dediquemos demais a um setor em detrimento de outros. Avaliar os setores de nossa vida como profissional , familiar e ect é útil para termos claro o que queremos em cada área nos guiando no dia-a-dia e servindo como ponto de comparação para saber onde estamos.
Um exemplo são os objetivos e missão das empresas. Pessoalmente eu ficava em duvida sobre o que realmente significava isso, pensando que era só encheção de saco, mas ela tem a mesma utilidade que tem para as pessoas, afinal para quem não sabe onde chegar qualquer lugar é destino, para barco sem mapa qualquer praia é porto e enfim...
O fim do capítulo fala sobre sugestões de aplicação, que preciso tentar fazer ao menos, e o próximo fala sobre como gerir nossa vida rumo ao que descobrimos no capítulo dois.
Trilha sonora por Flogging Molly, fudido demais... será que um dia rola um show por aqui? Vai que acontece um milagre né...
Nenhum comentário:
Postar um comentário