terça-feira, 20 de setembro de 2011

Bushido, de Daidoji Yuzan.


Segue um trecho com comentários sobre o citado livro. Pra quem não sabe, Bushido é código de vida do samurai, todos os princípios que norteiam tudo o que ele faz. Muita coisa é extremamente antiquada, e é um livro que deve ser lido no contexto, maaas…. algumas parte são muito boas. Segue a primeira, do primeiro capítulo que ja é digna de nota, e me fez ficar pensando em algumas coisas. Decidi ler algo “firme” por que ultimamente tava muito mole com tudo na minha vida… excetuando o meu trabalho to um puta bunda-mole em todos os outros sentidos.
“A vida do homem é fugaz como o orvalho noturno ou como a geada matinal e a vida do guerreiro é ainda mais incerta.(…)
Lembre-se sempre: só por que a vida está aqui hoje, não há garantia de que estará amanhã. Receba as ordens de seu senhor ou de seus pais e, embora possa não vê-los novamente, você os servirá com o coração repleto de sinceridade. Dessa forma você nunca falhará em sua lealdade ou em sua piedade filial.”
Mais direto impossível. A vida acaba, o mais surpreendente é que nos surpreendemos com um fato que nos persegue desde que nascemos. Todos sabemos que vamos morrer, e por que ficamos com sem chão quando alguém morre?
No fundo não sabemos. Não no verdadeiro sentido da palavra, não no sentido de ter certeza e acomodar esse conhecimento em nossas cabeças. E em nossos corações. Não convivemos com a morte, então não sabemos da morte verdadeiramente. É algo distante, quase intocável.
Para uma classe que vivia com a constante da morte devido a natureza de sua profissão viver com a ela era quotidiano, e quando não, meditar na mesma era obrigação. E deve-se paralisar de medo e esperá-la chegar? Não, isso é trabalho dos monges, como o mesmo diz mais adiante. O guerreiro deve viver sua vida como se fosse o ultimo minuto, não no sentido de se entregara excessos e fazer o que quiser, mas sim cumprindo seus deveres para com a vida e as pessoas com todo o esmero. Pois amanhã, talvez não haja chance de prestar seus serviços a seu senhor ou servir sua família.
Se não for pra fazer algo com paixão, não faça. A vida é preciosa demais para se fazer algo que nãotenha paixão. Devemos realmente aproveitar cada momento com as pessoas que tem alguma importância na nossa vida, pois uma hora ou você, ou elas irão embora, e ai só vão sobrar as lembranças.
Eu nunca me arrependo das coisas que faço, não por que sou o mais foda, mas por que minha tendência é não fazer, e quando não fazia, sempre me arrependia.
Hoje, sempre faço. Tento, corro, tomo a iniciativa, pois mesmo se der errado eu tentei, e posso botar a minha cabeça no travesseiro sabendo do meu valor, sabendo das minhas intenções sem pensar o que estarão pensando.
Se tentei, é por que valia a pena.
O maior momento de todas as culturas guerreiras (nordicos, espartanos, samurais ect.) é momento da Morte. Enxergá-la como o ponto alto de sua vida, como o acontecimento que selará, e que dará verdadeiro sentido a sua existência na terra muda todo o foco da questão. A morte nesse sentido não é uma tragédia, é um acontecimento grandioso, como um rito de passagem de menino pra homem. Na próxima comentarei o trecho: Preparando-se para morrer.

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