Tem vindo a minha mente o que somos e d'onde viemos. Não biologicamente, mas tradicionalmente.
Nossas instituições, nossos valores, nossa sociedade.
Se queremos questioná-los, antes entendê-los.
Quando digo "nossa", refiro-me a nossa cultura ocidental. Aquilo que outros recalcados chamam de Eurocentrismo. Haverá no ocidente outro pólo de origem cultural e social no sentido mais elevado desses termos?
Não. Homericamente pronunciado.
O melhor discurso que sintetiza nossas origens culturais é um pronunciamento do líder de um do pilares sobre o qual se ergueram nossa civilização, a Igreja Católica. Quer você goste ou não, sendo honesto intelectualmente, deve admitir a importância dessa instituição para a formação e manutenção do mundo ocidental. O discurso do Papa Bento XVI ao parlamento da Alemanha, no qual ele fala sobre a defesa da civilização ocidental é histórico e contundente.
Caso você seja contra a civilização ocidental e seus valores como a dignidade humana e a liberdade individual e não concorde com ela, tem ainda como opção uma das versões do socialismo, especialmente o chinês, ou a Irmandade Muçulmana.
Se não quiser ver tudo isso, seguem trechos das principais partes:
""O homem não é apenas uma liberdade que se cria por si própria. O homem não se cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza, e a sua vontade é justa quando respeita a natureza e a escuta e quando se aceita a si mesmo por aquilo que é e que não se criou por si mesmo. Assim mesmo, e só assim, é que se realiza a verdadeira liberdade humana."
"A cultura da Europa nasceu do encontro entre Jerusalém, Atenas e Roma, do encontro entre a fé no Deus de Israel, a razão filosófica dos Gregos e o pensamento jurídico de Roma. Este tríplice encontro forma a identidade íntima da Europa. Na consciência da responsabilidade do homem diante de Deus e no reconhecimento da dignidade inviolável do homem, de cada homem, este encontro fixou critérios do direito, cuja defesa é nossa tarefa neste momento histórico."

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